20 de outubro: Dia Internacional do Chef de Cozinha
Profissionais de Belo Horizonte unem técnica, criatividade e memória afetiva à mesa, comemorando o Dia Internacional do Chef de Cozinha
Celebrado em 20 de outubro, o Dia do Chef de Cozinha é uma oportunidade de destacar os profissionais que transformam ingredientes, técnicas e referências culturais em experiências gastronômicas. Em Belo Horizonte, chefs e confeiteiros de diferentes especialidades constroem seus trabalhos a partir de trajetórias singulares, que combinam aprendizado prático, formação profissional, memória afetiva e pesquisa de sabores.
À frente de cozinhas com propostas distintas, Adair Silva, do Kanpai, Márcio Brito, da Márcio Brito Confeitaria, Diogo Manfredini, do Bebedouro Bar & Fogo e do Balcão Savassi, e Jana Barrozo, dos restaurantes Cabernet Butiquim e Rex Bibendi, têm em comum a busca por identidade em seus preparos. Da precisão exigida pela culinária japonesa às técnicas da confeitaria contemporânea, passando pelas carnes na brasa e pela releitura de referências mineiras e internacionais, cada profissional desenvolve uma abordagem própria para valorizar ingredientes e criar combinações de sabores.
As histórias também revelam diferentes caminhos até a gastronomia: há quem tenha começado em funções operacionais, quem tenha transformado a produção de doces em profissão e quem tenha construído o repertório desde a infância, entre tradições familiares e experiências em restaurantes. Neste Dia do Chef de Cozinha, essas trajetórias ajudam a mostrar como técnica, dedicação e criatividade se encontram no trabalho cotidiano de quem faz da cozinha um espaço de expressão e construção de identidade.
Adair Silva, chef do Kanpai
Kanpai
Rua Tomaz Gonzaga, 388 – Lourdes
@kanpaibh
A trajetória de Adair Silva na gastronomia começou longe dos restaurantes de referência em culinária japonesa. Nascido em Alvarenga, no interior de Minas Gerais, ele trabalhou na lavoura desde a infância e se mudou para Belo Horizonte aos 17 anos em busca de novas oportunidades. O contato com a cozinha japonesa veio por meio de familiares que já atuavam no setor. Adair começou na limpeza e na lavagem de pratos, mas aproveitou a oportunidade para aprender observando outros profissionais. Sem formação específica na área, desenvolveu seus conhecimentos por meio de livros, prática e convivência com outros chefs, até se especializar em sushi e sashimi.
Com mais de duas décadas de experiência, hoje lidera o sushi bar do Kanpai e aplica esse repertório na criação de preparos que combinam técnica e valorização dos ingredientes. Sua cozinha autoral aparece especialmente no Festival Izanai, onde traz uma curadoria de iguarias como wagyu, foie gras, vieiras e diferentes tipos de ovas em composições que ampliam as possibilidades da culinária japonesa. Para Adair, reinventar não significa esconder as características de um ingrediente, mas dominar a técnica para evidenciar seu sabor.
Márcio Brito, proprietário da Márcio Brito Confeitaria
Márcio Brito Confeitaria
Rua Dona Nancy de Vasconcelos Gomes, 215, Sagrada Família
Mais informações: @marciobritoconfeitaria
Natural de Mantena, no interior de Minas Gerais, Márcio Brito começou a produzir doces em 2018, enquanto cursava Enfermagem e trabalhava na área administrativa. Vendia na faculdade e durante o trajeto de ônibus para complementar a renda. Depois de experiências profissionais e cursos, mudou-se para Belo Horizonte e, em 2021, produziu uma linha de Páscoa com o irmão, dando início à operação própria. A produção começou em um apartamento e passou por mudanças de estrutura até a inauguração da loja atual, em novembro de 2024, no Sagrada Família. Nesse percurso, Márcio consolidou a confeitaria que leva seu nome, com uma rotina de produção que exige cuidado com ingredientes, padronização e regularidade. O delivery também ensinou a considerar transporte, durabilidade e montagem como parte do desenvolvimento de cada receita. Em 2025, venceu um episódio da 11ª temporada do programa “Que Seja Doce”, do GNT.
Essa base sustenta a expansão de seu trabalho criativo para outras cozinhas. No Kanpai, pesquisou referências japonesas para desenvolver “Matchá e Limão” e “Intensidades e Cogumelos”, explorando ingredientes como matchá, shiitake e gergelim. No Trintaeum, criou um bolo exclusivo com castanha de baru, brigadeiro de queijo e doce de leite, em diálogo com a proposta do restaurante. São criações distintas, orientadas pela identidade de cada casa e pelo mesmo compromisso com a qualidade dos ingredientes e a precisão dos processos que desenvolveu na própria confeitaria.

Diogo Manfredini, chef do Bebedouro Bar & Fogo e do Balcão Savassi
Bebedouro Bar & Fogo
Pampulha – Av. Otacílio Negrão de Lima, 1835 – São Luiz, Belo Horizonte
Espaço 356 – R. Adriano Chaves e Matos, 100 – Olhos D’Água, Belo Horizonte
@bebedourobarefogo
Balcão Savassi
Rua Fernandes Tourinho, 19 – Savassi
@balcaosavassi
Natural de Curitiba e formado em Direito, Diogo Manfredini construiu seu caminho na gastronomia entre os negócios da família, as lembranças da cozinha da avó e a pesquisa em viagens. Em 1977, Maria Ângela abriu o primeiro Bebedouro na capital paranaense. Décadas depois, o neto retomou o nome e parte dessa história em Belo Horizonte, onde inaugurou o Bebedouro Bar & Fogo em 2023.
A memória familiar aparece em escolhas concretas da cozinha. O uso do maçarico à mesa remete ao macarrão flambado que a avó servia, enquanto receitas dos encontros em família inspiraram adaptações para o cardápio. A essas referências, Diogo acrescentou experiências como uma viagem de cerca de oito mil quilômetros pela Argentina e pelo Uruguai, chegando à Patagônia, onde conheceu diferentes formas de preparar carnes no fogo e reuniu ideias para a parrilla da casa.
No Balcão Savassi, inaugurado em março de 2026, o repertório ganhou outra expressão. Viagens gastronômicas com a esposa deram origem à proposta de aproximar focaccias e paninis italianos dos sanduíches e defumados norte-americanos, em diálogo com a estufa mineira. Com balcões de preparos quentes e frios e sanduíches montados diante do cliente, Diogo leva a pesquisa também ao formato do serviço, fazendo da proximidade com o preparo parte da experiência.
Jana Barrozo, chef dos restaurantes do Cabernet Butiquim e Rex Bibendi
Cabernet Butiquim
R. Levindo Lopes, 22 – Savassi
@cabernetbutiquim
Rex Bibendi
R. Antônio de Albuquerque, 917 – Funcionários
@orexbibendi
Chef de cozinha desde 2013, Jana Barrozo combina formação em Gastronomia, Alimentação e Nutrição com a experiência adquirida em diferentes restaurantes. Sua trajetória inclui passagens por cozinhas como Glouton e Gomide, na capital mineira, e La Bodega, em Juan-les-Pins, na França. Em 2016, participou da quarta temporada do reality “Hell’s Kitchen — Cozinha Sob Pressão”, do SBT.
Desde 2016 à frente do Cabernet Butiquim, Jana assumiu também o comando gastronômico do Rex Bibendi em 2024. Nas duas casas, desenvolve propostas que aproximam ingredientes mineiros, referências internacionais e a cultura do vinho. No Cabernet, essa abordagem aparece tanto em pratos como o Mexido do Cab e o Croquete de Carne de Panela com maionese de rúcula quanto na confeitaria. Ao interpretar a torta basca espanhola, buscou uma textura entre a receita original e a queijadinha brasileira, explorando versões com queijos como parmesão e Canastra.
No Rex Bibendi, trabalha referências de países de tradição vinícola, como França, Itália e Portugal, em diálogo com ingredientes de Minas Gerais. Esse repertório também chega aos festivais: no Fartura Conceição do Mato Dentro de 2025, apresentou uma costelinha defumada com risoto de canjiquinha e queijo do Serro, tartare de chuchu e geleia de vinho artesanal. A combinação exemplifica como técnicas e referências de diferentes origens encontram espaço em sua leitura da cozinha mineira.Celebrado em 20 de outubro, o Dia do Chef de Cozinha é uma oportunidade de destacar os profissionais que transformam ingredientes, técnicas e referências culturais em experiências gastronômicas. Em Belo Horizonte, chefs e confeiteiros de diferentes especialidades constroem seus trabalhos a partir de trajetórias singulares, que combinam aprendizado prático, formação profissional, memória afetiva e pesquisa de sabores.
À frente de cozinhas com propostas distintas, Adair Silva, do Kanpai, Márcio Brito, da Márcio Brito Confeitaria, Diogo Manfredini, do Bebedouro Bar & Fogo e do Balcão Savassi, e Jana Barrozo, dos restaurantes Cabernet Butiquim e Rex Bibendi, têm em comum a busca por identidade em seus preparos. Da precisão exigida pela culinária japonesa às técnicas da confeitaria contemporânea, passando pelas carnes na brasa e pela releitura de referências mineiras e internacionais, cada profissional desenvolve uma abordagem própria para valorizar ingredientes e criar combinações de sabores.
As histórias também revelam diferentes caminhos até a gastronomia: há quem tenha começado em funções operacionais, quem tenha transformado a produção de doces em profissão e quem tenha construído o repertório desde a infância, entre tradições familiares e experiências em restaurantes. Neste Dia do Chef de Cozinha, essas trajetórias ajudam a mostrar como técnica, dedicação e criatividade se encontram no trabalho cotidiano de quem faz da cozinha um espaço de expressão e construção de identidade.
Adair Silva, chef do Kanpai
Kanpai
Rua Tomaz Gonzaga, 388 – Lourdes
@kanpaibh
A trajetória de Adair Silva na gastronomia começou longe dos restaurantes de referência em culinária japonesa. Nascido em Alvarenga, no interior de Minas Gerais, ele trabalhou na lavoura desde a infância e se mudou para Belo Horizonte aos 17 anos em busca de novas oportunidades. O contato com a cozinha japonesa veio por meio de familiares que já atuavam no setor. Adair começou na limpeza e na lavagem de pratos, mas aproveitou a oportunidade para aprender observando outros profissionais. Sem formação específica na área, desenvolveu seus conhecimentos por meio de livros, prática e convivência com outros chefs, até se especializar em sushi e sashimi.
Com mais de duas décadas de experiência, hoje lidera o sushi bar do Kanpai e aplica esse repertório na criação de preparos que combinam técnica e valorização dos ingredientes. Sua cozinha autoral aparece especialmente no Festival Izanai, onde traz uma curadoria de iguarias como wagyu, foie gras, vieiras e diferentes tipos de ovas em composições que ampliam as possibilidades da culinária japonesa. Para Adair, reinventar não significa esconder as características de um ingrediente, mas dominar a técnica para evidenciar seu sabor.
Márcio Brito, proprietário da Márcio Brito Confeitaria
Márcio Brito Confeitaria
Rua Dona Nancy de Vasconcelos Gomes, 215, Sagrada Família
Mais informações: @marciobritoconfeitaria
Natural de Mantena, no interior de Minas Gerais, Márcio Brito começou a produzir doces em 2018, enquanto cursava Enfermagem e trabalhava na área administrativa. Vendia na faculdade e durante o trajeto de ônibus para complementar a renda. Depois de experiências profissionais e cursos, mudou-se para Belo Horizonte e, em 2021, produziu uma linha de Páscoa com o irmão, dando início à operação própria. A produção começou em um apartamento e passou por mudanças de estrutura até a inauguração da loja atual, em novembro de 2024, no Sagrada Família. Nesse percurso, Márcio consolidou a confeitaria que leva seu nome, com uma rotina de produção que exige cuidado com ingredientes, padronização e regularidade. O delivery também ensinou a considerar transporte, durabilidade e montagem como parte do desenvolvimento de cada receita. Em 2025, venceu um episódio da 11ª temporada do programa “Que Seja Doce”, do GNT.
Essa base sustenta a expansão de seu trabalho criativo para outras cozinhas. No Kanpai, pesquisou referências japonesas para desenvolver “Matchá e Limão” e “Intensidades e Cogumelos”, explorando ingredientes como matchá, shiitake e gergelim. No Trintaeum, criou um bolo exclusivo com castanha de baru, brigadeiro de queijo e doce de leite, em diálogo com a proposta do restaurante. São criações distintas, orientadas pela identidade de cada casa e pelo mesmo compromisso com a qualidade dos ingredientes e a precisão dos processos que desenvolveu na própria confeitaria.
Diogo Manfredini, chef do Bebedouro Bar & Fogo e do Balcão Savassi
Bebedouro Bar & Fogo
Pampulha – Av. Otacílio Negrão de Lima, 1835 – São Luiz, Belo Horizonte
Espaço 356 – R. Adriano Chaves e Matos, 100 – Olhos D’Água, Belo Horizonte
@bebedourobarefogo
Balcão Savassi
Rua Fernandes Tourinho, 19 – Savassi
@balcaosavassi
Natural de Curitiba e formado em Direito, Diogo Manfredini construiu seu caminho na gastronomia entre os negócios da família, as lembranças da cozinha da avó e a pesquisa em viagens. Em 1977, Maria Ângela abriu o primeiro Bebedouro na capital paranaense. Décadas depois, o neto retomou o nome e parte dessa história em Belo Horizonte, onde inaugurou o Bebedouro Bar & Fogo em 2023.
A memória familiar aparece em escolhas concretas da cozinha. O uso do maçarico à mesa remete ao macarrão flambado que a avó servia, enquanto receitas dos encontros em família inspiraram adaptações para o cardápio. A essas referências, Diogo acrescentou experiências como uma viagem de cerca de oito mil quilômetros pela Argentina e pelo Uruguai, chegando à Patagônia, onde conheceu diferentes formas de preparar carnes no fogo e reuniu ideias para a parrilla da casa.
No Balcão Savassi, inaugurado em março de 2026, o repertório ganhou outra expressão. Viagens gastronômicas com a esposa deram origem à proposta de aproximar focaccias e paninis italianos dos sanduíches e defumados norte-americanos, em diálogo com a estufa mineira. Com balcões de preparos quentes e frios e sanduíches montados diante do cliente, Diogo leva a pesquisa também ao formato do serviço, fazendo da proximidade com o preparo parte da experiência.
Jana Barrozo, chef dos restaurantes do Cabernet Butiquim e Rex Bibendi
Cabernet Butiquim
R. Levindo Lopes, 22 – Savassi
@cabernetbutiquim
Rex Bibendi
R. Antônio de Albuquerque, 917 – Funcionários
@orexbibendi
Chef de cozinha desde 2013, Jana Barrozo combina formação em Gastronomia, Alimentação e Nutrição com a experiência adquirida em diferentes restaurantes. Sua trajetória inclui passagens por cozinhas como Glouton e Gomide, na capital mineira, e La Bodega, em Juan-les-Pins, na França. Em 2016, participou da quarta temporada do reality “Hell’s Kitchen — Cozinha Sob Pressão”, do SBT.
Desde 2016 à frente do Cabernet Butiquim, Jana assumiu também o comando gastronômico do Rex Bibendi em 2024. Nas duas casas, desenvolve propostas que aproximam ingredientes mineiros, referências internacionais e a cultura do vinho. No Cabernet, essa abordagem aparece tanto em pratos como o Mexido do Cab e o Croquete de Carne de Panela com maionese de rúcula quanto na confeitaria. Ao interpretar a torta basca espanhola, buscou uma textura entre a receita original e a queijadinha brasileira, explorando versões com queijos como parmesão e Canastra.
No Rex Bibendi, trabalha referências de países de tradição vinícola, como França, Itália e Portugal, em diálogo com ingredientes de Minas Gerais. Esse repertório também chega aos festivais: no Fartura Conceição do Mato Dentro de 2025, apresentou uma costelinha defumada com risoto de canjiquinha e queijo do Serro, tartare de chuchu e geleia de vinho artesanal. A combinação exemplifica como técnicas e referências de diferentes origens encontram espaço em sua leitura da cozinha mineira.



